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Nos primeiros anos do descobrimento, já era conhecida dos portugueses a trilha aberta pelos índios goianases ligando o Vale do Paraíba às
praias de
Paraty. Por ela passaram expedições de apresamento de indígenas.
No entanto, somente em 1630 haveria de ocorrer o povoamento da região quando Maria Jacome de Melo recebeu em doação uma área cortada pelo rio Paratii-guaçu, dentro da Capitania de São Vicente. A primeira construção de que se tem notícia é uma capela dedicada a São Roque, no Morro do Forte.
Até 1636 o povoado original se fixou no morro, em torno da capela, permanecendo os goianases aldeados à beira-mar. Naquele ano, Maria Jácome doou parte de sua sesmaria para nela se estabelecer a futura Vila de Paraty, no lugar onde está hoje o
Centro Histórico, com a condição de que os índios não fossem molestados. Erigiu-se então a capela dedicada a Nossa Senhora dos Remédios.
A partir de 1654 várias rebeliões ocorrem entre os moradores que queriam torná-la independente de Angra dos Reis, mas somente em 1667 é criada a Vila de Nossa Senhora dos Remédios de Paraty.
Em 1702, o governador do
Rio de Janeiro
determina que todas as mercadorias (inclusive o ouro) somente poderiam ingressar na Colônia pela cidade do
Rio de Janeiro
e daí tomar o rumo de
Paraty, de onde seguiriam para Minas Gerais pelo antiga trilha indígena já pavimentada com pedras irregulares, que passou a ser conhecida por
Caminho do
Ouro.
A notícia da descoberta do ouro chega a Lisboa, que mobiliza uma grande frota com destino à colônia. Atrai também a cobiça de corsários ingleses e franceses. As costas de
Paraty
tornam-se cenário de constantes batalhas navais.
A proibição pelos portugueses de transporte de ouro pela estrada de
Paraty, a partir de 1710, faz os paratienses se rebelarem. A medida é revogada, mas depois restabelecida. Este fato, mas principalmente a construção de uma estrada ligando o
Rio de Janeiro
às Minas Gerais, levam o movimento em direção à vila a diminuir.
Sem contar com a riqueza produzida pelo transporte de ouro, os habitantes da vila dedicam-se a partir do século XVII à produção de aguardente, que passou a ser chamada justamente de Parati. Já em 1820 eram 150 destilarias em atividade.
Para burlar a proibição ao tráfego de escravos, decretada pelo regente Padre Diogo Feijó, o desembarque de africanos passa a ser feito em Paraty. As rotas, por onde antes circulava o ouro, são usadas então para o tráfego e para o escoamento da produção cafeeira do Vale do Paraíba.
Com a chegada da via férrea à Barra do Piraí (1864) a produção passa a escoar por ali, condenando de vez Paraty à decadência.
A cidade somente se recuperaria em 1954, com a reconstrução da estrada que a ligava ao Estado de São Paulo, e se torna lugar de interesse turístico.
Em 1958, Paraty é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Paraty
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